domingo, 20 de março de 2011

Palavra Do Superintendente Regional

Pr. Williams Correa Soares
Passamos o ano de 2010 com intenso trabalho em toda a região, graças a Deus. Foram trabalhos diversos, em alguns momentos, eventos para levar à igreja a maturidade no conhecimento da Palavra de Deus, com as nossas lições bíblicas e artigos e mensagens que são repassadas aos pastores, missionários (as) pelos menos trimestralmente, em outros momentos, segundo a orientação de Deus, conduzimos a igreja para o aprendizado ou para o aprimoramento da nossa atuação administrativa com algumas reuniões, para que cheguemos a posições definidas de unidade, onde a fidelidade e a cooperação são peças fundamentais na base para um crescimento sustentável da nossa querida região, como também em outros momentos a igreja foi orientada para orar e se consagrar mais, buscando assim poder do Pai, para poder evangelizar com alegria, e para que os salvos tenham uma ótima convivência, foram vários seminários que tivemos em nossa região, e todos eles induzido-nos a evangelizar mais, e foram muitos os ensinamentos e as  experiências que foram repassadas para nós, oramos para que o Espírito Santo tenha livre acesso em nossas vidas (na vida da região) para uma nova fase que o Senhor quer para a sua igreja.

Começamos animados o ano de 2011, após aquele descanso merecido, já estamos trabalhando com determinação para ver a nossa região bem melhor, ou seja: mais conhecimento da Palavra de Deus, Mais unção do Espírito Santo, mais alegria no meio do povo de Deus, construção de alguns templos, melhorias de muitos outros templos e mais consciência e responsabilidade missionária e evangelística dos pastores, líderes e irmãos em geral, tudo para glorificarmos mais ao Senhor da igreja, o Senhor Jesus Cristo.

Já que estamos preocupados com o crescimento da igreja nesses meses que estamos atravessando, e ainda, estamos preparando mais eventos para equiparmos nossos líderes e irmãos, como o seminário para os pastores e equipes de evangelismo local no dia 26 de março próximo, e o Congresso de Missões e Evangelismo da Região do Rio de Janeiro para o dia 7 de maio próximo, desejo deixar um texto interessante, fruto de estudo e pesquisa bíblica para refletirmos um pouco e se possível melhorarmos em nossa atuação dentro das igrejas.

Perguntas poderiam surgir na atuação da igreja, qual a relação entre a expansão do evangelho e a pessoa do Espírito Santo? E quais os critérios para uma Igreja, cheia do Espírito, envolver-se com a expansão do evangelho do Reino?

Em Lucas 24, Jesus promete enviar-nos um consolador, que é o Espírito Santo. Este viria sobre a Igreja em Atos 2 de forma mais permanente. Ali a Igreja seria revestida de poder. O termo grego utilizado para “consolador” é “parakletos” e literalmente significa “estar ao lado” . É um termo composto por duas partículas: a preposição “para”, que indica “ao lado de”, e “kletos”, do verbo “kaleo” que significa “chamar”. Portanto, vemos aqui a pessoa do Espírito, o cumprimento da promessa, o chamado para habitar na Igreja, permanecendo ao lado dela para o propósito de Deus. Segundo John Knox a essência da função do Espírito Santo é estar ao lado da Igreja de Cristo, fazê-la possuir a face de Cristo e espalhar o nome de Cristo. Nessa percepção, O Espírito Santo trabalha para fazer a Igreja mais parecida com seu Senhor e fazer o nome do Senhor da Igreja conhecido na terra.

Cremos que é o Espírito Santo quem convence o homem do seu pecado. O homem natural sabe que é pecador, porém apenas com a intervenção do Espírito ele passa a se sentir perdido. Portanto em toda a apresentação do evangelho, se o Espírito Santo não convencer o homem do pecado e do juízo, nossa exposição da verdade de Cristo não passará de uma apologia humana (1Ts 1.5). Todos já passamos por uma experiência evangelística em que apresentamos Cristo a alguém com o coração endurecido. Às vezes até este alguém observava o que dizíamos sobre o Cristianismo de forma crítica e com zombarias. Mas mesmo assim lhe apresentamos o mesmo evangelho uma, duas, cinco vezes. Na sexta, nada novo é falado. O mesmo evangelho é apresentado, porém nesse momento a Palavra entra em sua mente, desce ao coração e gera quebrantamento, consciência de que está perdido e precisa de Deus. Há ali uma entrega pessoal ao Senhor Jesus. A pessoa do Espírito Santo, sua natureza e missão, é quem faz a diferença entre um ouvir acomodado do evangelho e um possuir sede de Deus.

Como resultado de um avivamento, em 1950, no Wheaton College, jovens foram chamados para a obra missionária ao redor do mundo a partir da pregação da Palavra. E obedeceram. Dentre eles estavam Jim Elliot que foi morto tentando alcançar a tribo Auca, na Amazônia, em 1956. A partir de seu martírio, houve um grande avanço missionário em todo o trabalho indígena e não indígena. Um destes jovens é o Dr Russel Shedd que atua em nosso país com fidelidade e integridade ao longo dos anos. Seu ministério e intensa atuação na Igreja brasileira são fruto de um avivamento que despertou jovens e os levou a desenvolverem ministérios de transformação e impacto em todo o mundo. Como resultado de um avivamento, em 1882, Moody pregou na Universidade de Cambridge e 7 homens se dispuseram ao Senhor para a obra missionária e impactaram o mundo da época. Foram chamados    “os 7”. Como resultado de um avivamento, em 1727, a Igreja moraviana passa a enviar missionários para todo o mundo conhecido da época, chegando a enviar, ao longo de 100 anos, mais de 3.600 missionários.

Chegamos ao momento do Pentecostes. Fenômenos estranhos aos de fora e incomuns à Igreja aconteceram nesse momento, e a Palavra resume-os falando sobre um som como “vento impetuoso” (no grego “echos”, usado para o estrondo do mar). E “línguas como de fogo” que pousavam sobre cada um. Diz a Palavra que “ficaram cheios do Espírito Santo” e começaram a falar “em outras línguas”.  E Lucas fecha o versículo 4 com a expressão “segundo o Espírito lhes concedia”.

O plano de Deus incluía o mundo de perto e de longe em todas as gerações vindouras. E nada melhor do que o Pentecoste para demonstrar tal amplitude. Ali 14 nações estavam presentes e, no meio deste barulho todo foi constatada a manifestação de Deus, cada uma — milagrosamente — passou a ouvir o evangelho em sua própria língua. Era o Espírito Santo mostrando já na sua chegada para o que viria. Em um só momento, Deus fez cumprir não apenas o “recebereis poder”, mas também o “sereis minhas testemunhas”. A Igreja revestida nasceu com uma missão: testemunhar sobre Jesus.

Após o sermão de Pedro, em que anuncia Cristo, no verso 37, registra-se que “ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração (ARA)”, e o termo usado aqui para “compungir” vem de “katanusso”, que segundo Meyer é usado para uma “forte ferroada”, ou ainda para “uma dor profunda que faz a alma chorar”. A Palavra afirma que “naquele dia juntaram-se a eles quase três mil pessoas”.  Era o Espírito Santo usando o cenário do Pentecostes para alcançar homens de perto e de longe. Uma conclusão clara no texto é que a presença do Espírito Santo leva a mensagem para as ruas, para fora do salão, e alcança pessoas de perto e de longe.

Esta Igreja cheia do Espírito Santo passa a crescer onde está e em Atos 8 o Senhor a dispersa por todos os cantos da terra. E diz a Palavra que “os que eram dispersos iam por toda parte pregando a Palavra”. Uma Igreja cheia do Espírito é uma igreja missionária, proclamadora do evangelho é conduzida para as ruas, jamais uma igreja enclausurada. Eles eram diferentes. Alguns gostavam de adorar a Deus no templo, outros de casa em casa. Alguns eram judeus, outros judaizantes, e ainda outros gentios. Alguns haviam caminhado com Jesus, outros jamais o viram pessoalmente. Mas a Igreja possuía “um só coração e uma só alma” como resultado direto da ação do Espírito Santo em Atos 2.

Certamente uma Igreja que havia experimentado o poder de Deus, de forma tão próxima e visível, seria impactada pelo sobrenatural. Porém, quando a ação sobrenatural é conduzida pelo Espírito Santo, a única pessoa que se destaca é Jesus. A única pessoa exaltada é Jesus. A única pessoa que aparece é Jesus. E o resultado é que outros passam a amar mais Jesus. A dependência da ação do Espírito é, portanto, condição necessária e fundamental para sonharmos com igrejas nascendo e se multiplicando, em Cristo, para a glória do Pai.

Se tivermos que orar mais se consagrar mais, temos também a responsabilidade em abrir a igreja para a atuação plena do Espírito Santo, porque quando o povo estiver cheio do Espírito Santo, sem dúvida, a igreja sairá para as ruas, proclamando Cristo Jesus como o único Salvador da humanidade.

Que o Senhor nos abençoe neste propósito.


Pr. Williams Correa Soares
Superintendente da Região Rio de Janeiro e Espírito Santo

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